quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Regras... Pra quê mesmo?!?!?

Quando resolvi fazer um blog, achei que estaria gerando um espaço para um trânsfer do que se passa em minha cachola, a respeito das coisas que curto e entendo da Sétima Arte, deixando alguma espécie de legado - sem querer ser presunçoso, mas o sendo - ou mesmo um lugar para minhas memórias, para que eu mesmo pudesse tomar conhecimento do que se passava em minha cachola quando dentro dela as memórias começarem a falhar (hmmm... isso me dá ideia para mais uma história...). E assim, sendo, me permitindo derivar ao longo da proposta, resolvi transferir em algumas palavras, e poucas imagens, meus entendimentos cinematográficos.

Mas isso já tem tempo. Não muito, mas tem. E esse tempo serviu para algumas coisas. Dentre elas, entender que o blog pode ser além daquilo que se propôs um dia, e também que meu entendimento acerca da beleza e da ciência da arte das imagens e sons em movimento podem ir para suportes além de palavras.

Mas isso eu não podia prever, mesmo que assim esperasse.

Pois a regra do jogo consiste em se construir... regras!

Lááá no início de minha postagens eu abri o jogo (trocadalho, sei) e deixei claro - ao menos para mim, ao menos tentando deixar claro - sob quais espectros se dariam as abordagens, ponderações, reflexões e considerações ao longo da vida do blog (me estruturei, para quem não sabe ou não tá a fim de fazer a busca, numa metáfora e analogia com os elementos terra-fogo-água-ar, onde cada um é um aspecto, um olhar prismado, na dissecação fílmica). Pois bem, nem sempre/quase nunca segui essas regras.

Mas o que elas existem, elas existem.

O suficiente para fazer sua sombra passear pelos meus sentimentos quando dedilho no teclado essas palavras.

Eu tenho minhas regras e só eu sei se devo ou não segui-las, modifica-las ou abandona-las. Se devo joga-las ou jogar para os outros, me tornando um mero observador disso tudo (hmmmm.... isso parece algum tipo de algoritmo divino... outra ideia?!?!)

E é sobre um viés interessante do jogo das regras de que se trata o filme NERVE, que a Mari conferiu.

Veja as ponderações desregradas mas consideradas dela.

(*Um adendo: a Mari cita o curta Noah em seu resenha. Já viu? Não perca!)

- Glauber Gorski



Nerve - Um jogo sem regras

Primeiramente, o título original é apenas Nerve. Mas o título do Brasil acrescenta o "Um Jogo sem Regras".

Mas, pera, é um jogo cheio de regrinhas, do contrário não seria um jogo, certo? Ok, chatices de Mariana à parte, vamos ao filme.

É um típico filme adolescente, com briguinhas, romancezinho, aventuras e tudo o que tem direito.

É uma produção de Lionsgate Production, baseado no livro de Jeanne Ryan, foi roteirizado por Jessica Sharzer, e dirigido por Ariel Schulman e Henry Joost.

A temática do filme é muito interessante, tropeça às vezes na forma de colocar isso no enredo, mas num geral, bem legal.

Nerve trata de um jogo online, que propõe alguns desafios (uma espécie de "verdade ou desafio", mas sem a opção "verdade", como o filme mesmo traz logo no início). Dentro do jogo, existem duas opções, ou você é um jogador, ou você é um observador. O observador que escolhe os desafios dos jogadores. Algumas partes lembram a premissa de Jogos Vorazes.

O filme mostra Vee DeMarco (Emma Roberts), uma menina tímida e ingênua, que tem como uma de suas melhores amigas Sydney (Emily Meade), uma garota descolada e extrovertida, que é jogadora de Nerve. Depois de uma discussão, Sydney diz para Vee se arriscar mais na vida, que ela precisava ser mais ousada, menos "observadora" e mais "jogadora". Então Vee começa a jogar, mesmo com seu amigo Tommy (Miles Heizer) contrariando a ideia. Ela conhece um cara chamado Ian (Dave Franco), que acaba virando seu "parceiro de jogo", e gerando um romance. Com isso, ganha muitos "observadores", gerando intrigas com a amiga, um romance acompanhado em tempo real, e se envolvendo em situações realmente perigosas. 

O início do filme é fantástico, lembra um pouco aquele curta "NOAH" (https://www.youtube.com/watch?v=h6eNuJdxAoQ&bpctr=1471979385), onde mostra a visão de quem está mexendo no computador, com os cliques, pesquisas e movimentação do mouse. É lindo e bem pensado. Além dos créditos, que simulam buscas e ferramentas da internet - muito bem feitos, por sinal.

O jogo lida com realidade aumentada, mostrando o potencial que a internet pode ter quanto a diferentes questões. Levanta a reflexão de como os usuários podem ser os tais "observadores" do filme, ou seja, os anônimos.
As pessoas podem ser diferentes quando por trás de uma tela. Quando escondidos atrás de um perfil online ou nickname, são capazes de grandes polêmicas. Muitas vezes acabam escravos de pseudônimos, tentando se adequar da forma que acham mais interessante. Nem sempre é. Em muitos casos, as pessoas viram pessoas diferentes na rede. Isso é muito evidenciado no filme.

Dá pra perceber pelo filme, que o senso de competição vai muito além do controle. Em casos como esse, o jogo passa a dominar a cabeça de todos que se dispõe a jogar (ou a observar). Pode ser feita uma referência com PokémonGo - CALMA, não me xinguem antes da hora, não estou falando que se tratam das mesmas coisas, mas sim que existem pessoas que se submetem a situações de risco pela competitividade do jogo. Não, não são todas que fazem isso. Sim, eu acho sim um jogo saudável, só estou falando do excesso de competitividade.

O trailer é um compilado de cenas importantes. Nada que não tenha no filme, é uma explicação (até com alguns spoilers) do que acontece no longa.

É preciso baixar a expectativa para assisti-lo. Não é o filme perfeito, ou a obra-prima do ano. Tem algumas falhas de roteiro, de ritmo, em especial no final, que apesar da boa sacada, tropeça em alguns pontos. Porém, prende a atenção, mesmo com cenas previsíveis, ele consegue manter o espectador envolvido.

- Mariana Dal Negro

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