terça-feira, 19 de julho de 2011

segunda-feira, 11 de julho de 2011

terça-feira, 5 de julho de 2011

Devaneio que me leva...


Pensava eu enquanto praticava meu treino de corrida - sim, meus amigos, eu penso e pratico exercícios, e às vezes simultaneamente - sobre a história do cinema enquanto "planejamento estratégico x dinheiro para queimar x resultado financeiro".

Na verdade eu não pensava nisso.

Pensei nisso agora, para poder tentar explicar o que eu realmente pensava. :P

Entendam a viagem:

Chaplin teve um recorde de número de takes para uma cena que levou mais de 60 anos para ser batido, por Jackie Chan.
Perfeccionistas, fazem um cinema tão diferente e tão importante quanto Spielberg.

Entendam assim: O Garoto (1921) teve uma média de 53:1. Significa que para cada cena foi gasto uma média de 53 tentativas. Somente a cena que o vagabundo acorda e, num take único, senta-se à cama, transformando num único movimento sua coberta num ponche - o buraco nela serviu para encaixar a cabeça - passou das duas centenas de tentativas. Ele não conseguia realizar o feito?
Claro que sim!
Mas não DO JEITO QUE QUERIA. Tentava exaustivamente até que alcançasse seus objetivos.

Jackie Chan, em O Lorde Dragão (1982) quebra esse recorde. Mais de 1500 takes para uma única seqüência. Me parece lenda, mas tá no Guinness.

Alguns chamam isso de perfeccionismo. Prefiro citar Castañeda: "impecabilidade".

Mas também a impecabilidade está em Spielberg quando, numa sinuca de bico, teve o orçamento inicial de Os Caçadores da Arca Perdida cortado, por ter vindo de um fiasco financeiro, por conta de 1941. Trabalhou na proporção de 4:1. Deu o pulo do gato. Depois fez E.T. e daí foi pra história...

Lendas...

A montagem inicial de "O Nascimento de Uma Nação" (1915) durava 17 h. Do primeiro Rambo (First Blood - 1982) durava 4 h.

Ciência exata da tentativa e erro...

Sou adepto do pensamento de Woody Allen, de que nenhum filme deveria durar mais do que uma hora e meia.

As exceções, como sempre, explicam a regra.

Vou caminhar mais um pouco.

segunda-feira, 4 de julho de 2011