"Go, Vulnavia, and let our victim know the full measure of our wrath!"
Assim como Phibes um dia voltou para finalizar seu plano, também eu - agora nós! - estamos aqui de volta.
Blog pessoal sobre um interesse universal: histórias contadas e registradas em forma dramática, cinemática.
quinta-feira, 18 de agosto de 2016
domingo, 2 de novembro de 2014
Heisenberg
Durante a primeira temporada já dá para constatar a força narrativa desta série e seu reconhecimento. A segunda temporada sustenta e avança para um longo segundo ato, que perdura por toda a terceira temporada. Na quarta temporada me peguei sendo testemunha da maior série de todos os tempos. Arquivo X é clássico, Lost é soberbo, My Name Is Earl é genial, mas Breaking Bad é arrebatador.
Em todos os sentidos.
Por todos os motivos.
E agora, a 3 episódios de terminar a série, desejaria que ela não terminasse nunca.
Para saber tudo: http://www.imdb.com/title/tt0903747/?ref_=nv_sr_1
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
A Volta do Que Não Foi
6 meses!?!?! 6 meses da última postagem?!?!
Não por nada, foram 6 meses intensos fora da blogsfera - mas não à parte dela.
Com o tempo completamente preenchido com produções audiovisuais próprias, pouco pude apreciar das produções alheias.
Mas não fiquei desatualizado. Ainda tem percepções a serem transcritas no fundo da gaveta.
Devo algumas resenhas de filmes que vi nesse período - algumas, pois da maioria dos filmes vistos, claro que poucos sobrevivem ao calor da expectativa, que via de regra serve como combustível para frustração.
A você, que faz parte do pequeno grupo que lê neste quente fevereiro de 2014, fique sabendo que o blogue segue dentro de seus propósitos, mas antecipo que dois filhotes, no melhor modo "spin off", estarão sendo divulgados nos próximos dias.
E você, que me lê do futuro, já conhece o fruto desta árvore que um dia foi um pequeno arbusto.
Vamos lá, que o ano promete andar de trote a galope!
Não por nada, foram 6 meses intensos fora da blogsfera - mas não à parte dela.
Com o tempo completamente preenchido com produções audiovisuais próprias, pouco pude apreciar das produções alheias.
Mas não fiquei desatualizado. Ainda tem percepções a serem transcritas no fundo da gaveta.
Devo algumas resenhas de filmes que vi nesse período - algumas, pois da maioria dos filmes vistos, claro que poucos sobrevivem ao calor da expectativa, que via de regra serve como combustível para frustração.
A você, que faz parte do pequeno grupo que lê neste quente fevereiro de 2014, fique sabendo que o blogue segue dentro de seus propósitos, mas antecipo que dois filhotes, no melhor modo "spin off", estarão sendo divulgados nos próximos dias.
E você, que me lê do futuro, já conhece o fruto desta árvore que um dia foi um pequeno arbusto.
Vamos lá, que o ano promete andar de trote a galope!
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Red 2 é Mais do Mesmo - O que é Ruim... O que é Bom... O Que é Ruim.
A Hollywood do século XXI ainda aguarda um filme de John McLane - digo, de Bruce Willis - que não lembre, em algum momento, que a presença do carismático ator, em cena, não lembre o herói de Duro de Matar (pelo menos do Duro de Matar 3 em diante).
Alguns vislumbres diferenciais foram percebidos em Sin City, Refém e 16 Quadras. Mas isso já tem quase 10 anos em relação a Red 2 - Aposentados e Ainda Mais Perigosos (Red 2 - EUA - 2013), que traz de volta os personagens e a estrutura do primeiro filme, de 2010, que já era, em si, uma releitura de filmes de ação do estilo em que Willis havia se consolidado. Porém aquele contava com uma releitura e estética muito pertinente, entregando um produto bem interessante a um público que consumia - muito bem - a franquia Identidade Bourne e o surpreendente revitalizante Busca Implacável.
Mas, infelizmente, o novo só tem sabor quando consumido com frescor. Sobreviver ou simplesmente revisitar com ótica semelhante qualquer universo incorre em estar muito mais atento e produzir com muito mais acuidade do que quando se fez o "primeiro" filme - que, neste caso, tinha outra mão, megatalentosa, na boleia.
Para o bem ou para o mal a mão do diretor faz muita diferença, quer os produtores concordem ou não disso.
Desencanta ver que Red 2 se apoia estreitamente, enquanto narrativa, no primeiro filme, fazendo quase que uma paródia de si mesmo. Uma autofagia destituída de proteína - no caso, destituída dos sempre necessários elementos surpresa & emoção.
A se valer, em todos os casos, o ingresso, fica por conta do personagem de Helen Mirren, que é o contraponto emotivo-racional ao Marvin-Murdock (sim, o personagem de Malkovich lembrou muito o piloto doido e divertido do Esquadrão Classe A).
Ela, por si só, vale o ingresso. Mas o filme, como um todo, não.
Se é que um filme escapista tenha que valer algo além de sua proposta escapista.
Em tempo: Zeta-Jones e Hopkins, em algum momento, dão as caras no filme.
E só.
Indicado a: quem não esperar muito da continuação do admirável primeiro filme. E descerebrados em geral.
Para saber tudo: http://www.imdb.com/title/tt1821694
Alguns vislumbres diferenciais foram percebidos em Sin City, Refém e 16 Quadras. Mas isso já tem quase 10 anos em relação a Red 2 - Aposentados e Ainda Mais Perigosos (Red 2 - EUA - 2013), que traz de volta os personagens e a estrutura do primeiro filme, de 2010, que já era, em si, uma releitura de filmes de ação do estilo em que Willis havia se consolidado. Porém aquele contava com uma releitura e estética muito pertinente, entregando um produto bem interessante a um público que consumia - muito bem - a franquia Identidade Bourne e o surpreendente revitalizante Busca Implacável.
Para o bem ou para o mal a mão do diretor faz muita diferença, quer os produtores concordem ou não disso.
Desencanta ver que Red 2 se apoia estreitamente, enquanto narrativa, no primeiro filme, fazendo quase que uma paródia de si mesmo. Uma autofagia destituída de proteína - no caso, destituída dos sempre necessários elementos surpresa & emoção.
A se valer, em todos os casos, o ingresso, fica por conta do personagem de Helen Mirren, que é o contraponto emotivo-racional ao Marvin-Murdock (sim, o personagem de Malkovich lembrou muito o piloto doido e divertido do Esquadrão Classe A).
Ela, por si só, vale o ingresso. Mas o filme, como um todo, não.
Se é que um filme escapista tenha que valer algo além de sua proposta escapista.
Em tempo: Zeta-Jones e Hopkins, em algum momento, dão as caras no filme.
E só.
Indicado a: quem não esperar muito da continuação do admirável primeiro filme. E descerebrados em geral.
Para saber tudo: http://www.imdb.com/title/tt1821694
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domingo, 4 de agosto de 2013
Papai Smurf Sabe Tudo
"Não importa de onde você veio, mas quem você escolhe ser" - esta pérola de sabedoria é dada por uma pequena criatura azul, de barba, para uma outra criatura que questiona sua gênese e sua ânima.
Este momento "Mary Shelley para infantos" é uma jóia rara perdida no universo pastelão de Os Smurfs 2 (The Smurfs 2 - EUA - 2013).
O aproveitamento correto desta obra, no cinema, só se faz em dois aspectos: a vivacidade e credibilidade das pequenas criaturas e do gato Cruel (os humanos no filme são extremamente artificiais) e, com certeza, ter a companhia de um pequeno ao seu lado, um neófito em salas de exibição, que ficará se deslumbrando com uma imersão colorida nesse universo tão divertido.
E, claro, tão repleto de clichês, para quem já viu mais de 3 filmes do gênero.
O universo mitológico que contém anões é outra jóia ainda a ser trabalhada. A pequenez estrutural se soma à fração de sentimentos humanos (os 7 anões da Branca de Neve, somados, dão a totalidade da identidade emocional humana) e contemplam uma possibilidade infinita de aventuras. Asterix passeia de leve nessa seara, bem como, sob outra frequência, o Pequeno Polegar.
Um aspecto que Os Smurfs ainda devem no cinema. Oportunidade para isso não vai faltar.
Se você, como eu, odeia não conseguir tirar o "lá-lá-lá" da música tema da cabeça, também irá se divertir com a fúria irracional de Gargamel.
É com a frase que abre este texto que Jonathan Winters (1925-2013) se despede da voz de Papai Smurf, no áudio original.
Indicado a: fãs dos personagens de Peyo e criançada em geral, que ainda não passou pelos critérios mais elevados das animações da Pixar e da Dreamworks.
Para saber tudo: http://www.imdb.com/title/tt2017020
Este momento "Mary Shelley para infantos" é uma jóia rara perdida no universo pastelão de Os Smurfs 2 (The Smurfs 2 - EUA - 2013).
O aproveitamento correto desta obra, no cinema, só se faz em dois aspectos: a vivacidade e credibilidade das pequenas criaturas e do gato Cruel (os humanos no filme são extremamente artificiais) e, com certeza, ter a companhia de um pequeno ao seu lado, um neófito em salas de exibição, que ficará se deslumbrando com uma imersão colorida nesse universo tão divertido.
E, claro, tão repleto de clichês, para quem já viu mais de 3 filmes do gênero.
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O universo mitológico que contém anões é outra jóia ainda a ser trabalhada. A pequenez estrutural se soma à fração de sentimentos humanos (os 7 anões da Branca de Neve, somados, dão a totalidade da identidade emocional humana) e contemplam uma possibilidade infinita de aventuras. Asterix passeia de leve nessa seara, bem como, sob outra frequência, o Pequeno Polegar.
Um aspecto que Os Smurfs ainda devem no cinema. Oportunidade para isso não vai faltar.
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Se você, como eu, odeia não conseguir tirar o "lá-lá-lá" da música tema da cabeça, também irá se divertir com a fúria irracional de Gargamel.
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É com a frase que abre este texto que Jonathan Winters (1925-2013) se despede da voz de Papai Smurf, no áudio original.
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Indicado a: fãs dos personagens de Peyo e criançada em geral, que ainda não passou pelos critérios mais elevados das animações da Pixar e da Dreamworks.
Para saber tudo: http://www.imdb.com/title/tt2017020
domingo, 28 de julho de 2013
Rockshow é Show
Que tal fazer uma viagem no tempo e ficar por duas horas no
meio de fãs de um ex-beatle, se deslumbrando com a performance mais-que-perfeita
da banda The Wings, se deliciando com melodias e performances
pra-lá-de-generosas, e ao final sair enebriado com a sensação de que aquele
tempo também é hoje, ao nos depararmos com as possibilidades tecnológicas do
pós-modernismo?
Rockshow (Rockshow - EUA - 1980) – propôs isso, na tela gigante de um cinema, em
salas e horários especiais, e nos melhores home-theaters das casas de quem sabe
o que é bom.
É muito interessante olhar à distância, ou se deixar levar
pela passagem do tempo, e ver o desempenho preciso de uma banda que transita
muito à vontade pelo limite entre o pop e o rock, sem esconder uma escola
jazzista, que se vale do prazer em se estender versões de canções pelo prazer
de deixá-las viverem segundos ou minutos a mais além do formato radiofônico comercial
(o movimento progressivo mergulhou a fundo essa possibilidade).
O fruto colhido na época - 1976 - por conta da turnê, foi um LP triplo. 4 anos depois viria o video do show, com 1h 40min, e agora restaurado com 2h 14 min.
30 canções. Algumas você não vai (re)conhecer; outras você vai querer cantar junto.
E todas são integralmente executadas com uma energia plena de todos os integrantes - com destaque para o baterista Joe English e o lead guitar, multi-instrumentista e carismático Denny Laine.
Fruto do resultado do movimento de uma época, quase 40 anos
depois soa atual.
O que credencia o show, definitivamente, com um clássico.
Indicado a: fãs e não-fãs do bom e velho Macca. Para quem
gosta e para quem precisa conhecer o conceito puro do “quem sabe faz ao vivo”.
Para saber tudo: http://www.imdb.com/title/tt0079814
Quando o Transcriar Preciso é Imperfeito
Dentre os diversos tipos de suporte narrativos, os das
chamadas “Sétima Arte” e “Nona Arte” são, disparados, os que mais me atraem.
Seguidos, à uma distância segura, da “Décima Arte”.
E bem distantes da “Segunda Arte” e da “Quarta Arte” – mea culpa.
Digo isso para poder explicar que transpor uma narrativa, de um
suporte – ou “arte”, como queira – para outro é, por vezes, uma tarefa de transcriação,
como diria Paulo Leminski. Uma tarefa que é uma arte em si – ainda sem categoria
reconhecida.
Considerando que a forma de expressão, no caso de uma
narrativa, pode banhar-se em seu suporte, fazendo com que as limitações e
delimitações de dado suporte se envolvam plenamente desta narrativa, é visível,
em casos extremos, da impossibilidade de se levar a mesma história – ipsis literis
– para outro suporte, sem correr qualquer risco de perda ou da necessidade de
reparação.
Ficar no meio do caminho – não se utilizar de toda a força
narrativa que cada suporte pode propor – significa ficar a meio caminho da emoção.
Por mais perfeita que seja essa transcriação.
É o caso do exemplo máximo visto em Wolverine: Imortal (The Wolverine
– EUA – 2013), um produto para deleite consumista, com áura de pretensão, e que
é, efetivamente, um excelente caso de perfeita transcriação.
Uma obra correta, corretíssima, que coloca personagens e
situações que vivem e sobrevivem segundo as regras pré-estabelicidas no universo X-menmarveliano. Uma obra que sobrevive por si só, à revelia das
outras 5 obras que tiveram a participação do herói-nervo-exposto; uma obra
que permite-se apreciar sem que fosse pré-requisito conhecer a gênese mitológia
dos quadrinhos oitentistas de Frank Miller, semente da história.
Mas, como reflexo de se andar no caminho do meio-risco, é um
filme que não te tira da poltrona do cinema. Te deixa ali, apreciando os 120
min do filme, sem te fazer esquecer que você está ali, enquanto o filme está lá.
É um jogo seguro, mercadologicamente falando, ter filmes
assim na sala de cinema.
Mas fica a sensação de que, se ao empatar não se perde, também
não se ganha – logo, se perde outras coisas, como tempo e oportunidade.
E, ao final de qualquer sentimento impressionista que se
permite ter ao se deparar com narrativas, como sempre, a ineficiência
emocional, que não sai da tela fica sob responsabilidade da falta de empatia
junto aos dramas dos personagens.
Logo, irresponsabilidade do roteiro, este sim objeto mais
relevante em qualquer demanda transcriativa.
Indicado a: fãs do personagem, curiosos e quem não entendeu
o meu texto.
Para saber tudo: http://www.imdb.com/title/tt1430132/
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