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domingo, 4 de agosto de 2013

Papai Smurf Sabe Tudo

"Não importa de onde você veio, mas quem você escolhe ser" - esta pérola de sabedoria é dada por uma pequena criatura azul, de barba, para uma outra criatura que questiona sua gênese e sua ânima.

Este momento "Mary Shelley para infantos" é uma jóia rara perdida no universo pastelão de Os Smurfs 2 (The Smurfs 2 - EUA - 2013).


O aproveitamento correto desta obra, no cinema, só se faz em dois aspectos: a vivacidade e credibilidade das pequenas criaturas e do gato Cruel (os humanos no filme são extremamente artificiais) e, com certeza, ter a companhia de um pequeno ao seu lado, um neófito em salas de exibição, que ficará se deslumbrando com uma imersão colorida nesse universo tão divertido.

E, claro, tão repleto de clichês, para quem já viu mais de 3 filmes do gênero.

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O universo mitológico que contém anões é outra jóia ainda a ser trabalhada. A pequenez estrutural se soma à fração de sentimentos humanos (os 7 anões da Branca de Neve, somados, dão a totalidade da identidade emocional humana) e contemplam uma possibilidade infinita de aventuras. Asterix passeia de leve nessa seara, bem como, sob outra frequência, o Pequeno Polegar.

Um aspecto que Os Smurfs ainda devem no cinema. Oportunidade para isso não vai faltar.

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Se você, como eu, odeia não conseguir tirar o "lá-lá-lá" da música tema da cabeça, também irá se divertir com a fúria irracional de Gargamel.
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É com a frase que abre este texto que Jonathan Winters (1925-2013) se despede da voz de Papai Smurf, no áudio original.

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Indicado a: fãs dos personagens de Peyo e criançada em geral, que ainda não passou pelos critérios mais elevados das animações da Pixar e da Dreamworks.

Para saber tudo: http://www.imdb.com/title/tt2017020

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Tony Stark Além da Armadura de Ferro


Há duas semanas penso em escrever sobre mais essa aventura do herói tecnológico.
Quanto mais o tempo passa, menos isso me interessa.

Menos eu tenho a dizer sobre um filme de ação hollywoodiano, que já não tenha dito, de forma mais completa e ordinária, do que não tenha sido dito.

Mas me resta a parte maior. A parte humana, pois o que mais me interessa é a figura humana que habita o casulo metálico, sob a forma de uma figura imperfeita, deficiente, incompleta e delimitada.

Eis o grande vilão – e por sua vez o grande valor – de Homem de Ferro 3 (Iron Man 3 – EUA – 2013)!

O resto é falcatrua, como a própria história do filme sugere (ops! Eis um anti-spoiler!)


O recurso, inevitável e irresistível, de se propor a um pretenso herói, enquanto convidado a viver uma aventura, passa exatamente na casa dos desafios de superação. E nada mais difícil e desafiador do que a autosuperação.

Eis o que se leva para casa após se ver um grande filme!

A condição humana, enquanto sina de uma ou de múltiplas vidas, sempre nos sugere o Norte do autoconhecimento. É por aí que se passa qualquer narrativa, em qualquer suporte, enquanto razão de perpetuação de uma história a ser recontada.

Eis o que justifica a existência de histórias!

E entretenimento, velado de passatempo, que disfarça o conteiner de um conteúdo que é muito maior que sua forma, é o que faz, de fato, de Homem de Ferro 3, um grande filme.

E eis o que me faz amar a Sétima Arte!