"Highlander II" - 1991
Blog pessoal sobre um interesse universal: histórias contadas e registradas em forma dramática, cinemática.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
terça-feira, 5 de julho de 2011
Devaneio que me leva...
Pensava eu enquanto praticava meu treino de corrida - sim, meus amigos, eu penso e pratico exercícios, e às vezes simultaneamente - sobre a história do cinema enquanto "planejamento estratégico x dinheiro para queimar x resultado financeiro".
Na verdade eu não pensava nisso.
Pensei nisso agora, para poder tentar explicar o que eu realmente pensava. :P
Entendam a viagem:
Chaplin teve um recorde de número de takes para uma cena que levou mais de 60 anos para ser batido, por Jackie Chan.
Perfeccionistas, fazem um cinema tão diferente e tão importante quanto Spielberg.
Entendam assim: O Garoto (1921) teve uma média de 53:1. Significa que para cada cena foi gasto uma média de 53 tentativas. Somente a cena que o vagabundo acorda e, num take único, senta-se à cama, transformando num único movimento sua coberta num ponche - o buraco nela serviu para encaixar a cabeça - passou das duas centenas de tentativas. Ele não conseguia realizar o feito?
Claro que sim!
Mas não DO JEITO QUE QUERIA. Tentava exaustivamente até que alcançasse seus objetivos.
Jackie Chan, em O Lorde Dragão (1982) quebra esse recorde. Mais de 1500 takes para uma única seqüência. Me parece lenda, mas tá no Guinness.
Alguns chamam isso de perfeccionismo. Prefiro citar Castañeda: "impecabilidade".
Mas também a impecabilidade está em Spielberg quando, numa sinuca de bico, teve o orçamento inicial de Os Caçadores da Arca Perdida cortado, por ter vindo de um fiasco financeiro, por conta de 1941. Trabalhou na proporção de 4:1. Deu o pulo do gato. Depois fez E.T. e daí foi pra história...
Lendas...
A montagem inicial de "O Nascimento de Uma Nação" (1915) durava 17 h. Do primeiro Rambo (First Blood - 1982) durava 4 h.
Ciência exata da tentativa e erro...
Sou adepto do pensamento de Woody Allen, de que nenhum filme deveria durar mais do que uma hora e meia.
As exceções, como sempre, explicam a regra.
Vou caminhar mais um pouco.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
domingo, 3 de julho de 2011
sábado, 2 de julho de 2011
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Rota Suicida (The Gauntlet - EUA - 1977)
SINOPSE: um policial decadente, alcoólatra, precisa transportar uma testemunha para um tribunal. No meio do caminho, muitos oficiais não estão dispostos a favorecer esse simples trabalho.
Se tivesse que dar um nome para a produtora desse filme, a chamaria de "Peneira Filmes", pois nunca vi um filme com tanto buraco de bala.



TERRA: 3 cenas pontuam claramente esse conceito, onde um carro, uma casa e um ônibus aumentam consideravelmente de peso por conta do acréscimo de chumbo. Difícil imaginar o trampo de efeitos especiais que tiveram que fazer na época, sem nenhum computadorzinho pra ajudar. Até tentei, por cinco segundos, contar a quantidade de furos (policiais x armas x munição = número de tiros). Um road-movie que cresce em produção à medida que a história avança. Vamos lá, nem tudo é crível como os buracos de bala nesse filme: fogo cruzado sem feridos e oportunidades perdidas por personagens ao longo da história são falhas crassas, mas devidamente acobertadas pela força das imagens nas cenas de ação.
FOGO: Eastwood faz uma obra singular, imersa no universo policial - sim, poderia ser um "Dirty Harry Vira Alcoólatra E Entra Na Maior Das Roubadas" - que ele tanto gosta e, como seu mestre Don Siegel, faz uma obra densa, com assinatura. Está aqui a repulsa pelo escalão policial, o desdém por motoqueiros hippongos, e bordão - ele já tinha utilizado o "make my day" e depois viria com o "Clyde, à direita"; aqui ele usa um mau-humorado "blá, blá, blá" ("nag, nag, nag")
Sondra Locke nunca esteve tão bem em seu papel de prostituta, e de sobra convence pelo amor que passa a nutrir por um policial durão, em menos de vinte e quatro horas. Isso é resultado de um roteiro que justifica os atos dos personagens.
Já deve ter visto esse filme com outro nome: 16 Quadras (16 Blocks - EUA - 2006).
ÁGUA: segundo os estudos de Joseph Campbell, quando o herói recebe o "chamado da aventura" ele imediatamente está sobre uma encruzilhada: ou aceita, ou rejeita. E a opção aceita vai ditar sob que condições o herói estará. E quando ele aceita a roubada - como nessa história - ele é imbuído de toda força e ajuda necessária para realizar a tarefa. Com uma única condição: ele não pode sair do caminho reto que se propôs. E é o caminho sinuoso que o personagem de Eastwood - Ben Shockley - transita que o leva para toda a dor, sofrimento e perdas que vai tendo ao longo do caminho. Um caminho progessivo.
E a outra condição para o herói é: não peça ajuda. Só ele pode fazer o caminho - quem entrar junto, se perde. Para sempre.
Tá tudo dentro dessa obra. Como acredito na incompletude de um filme - cada um trabalha poucos aspectos da trajetória do herói - esse é um exemplo desse aspecto.
AR: um dos raros filmes de Clint Eastwood que ainda não tinha visto, até esse mês. Uma obra que é um constante "crescendo", com os devidos "respiros humorísticos".
É Eastwood fazendo o que faz de melhor. É mais do mesmo. E é ótimo.
Curiosidade: para entender o nome original do filme, saiba que a expressão "running the gauntlet" em inglês significa o termo brasileiro "atravessando o corredor polonês". Será esse o título em Portugal?
Todos os detalhes, aqui: http://www.imdb.com/title/tt0076070/
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Assinar:
Postagens (Atom)



