Blog pessoal sobre um interesse universal: histórias contadas e registradas em forma dramática, cinemática.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Estrela Menor do Dia
"Já vi esse cara antes - só não lembro onde, nem quando, nem o que fazia" - talvez você diga isso. Ou talvez seja cinéfilo como eu.

Quase anônimos, quase famosos, muitos artistas que vivem de suas imagens passam pela história do cinema pelas beiradas.
Stellan Skarsgård é um deles.
Sim, o nome não ajuda (mas Schwarzenegger também não, né?) - mas a sua "lata", meio eslava, meio comum demais, é o seu ponto forte/fraco. Sua atuação, sempre firme e presente, permitiu que esse sueco atuasse em mais de 100 produções, a maioria em língua inglesa. Ganhou vários prêmios em sua carreira de mais de 40 anos, incluindo um Urso de Prata em Berlim, e o de melhor ator no Mar Del Plata Film Festival e no Screen Actors Guild Awards. Suas atuações mais "populares" podemos conferir em "A Insustentável Leveza do Ser", "A Caçada ao Outubro Vermelho", "Gênio Indomável", "Ronin" (onde me tornei um seguidor de seus trabalhos), "Dogville", "Exorcista - O Início", "Rei Arthur", "Piratas do Caribe - O Baú da Morte", "Anjos e Demônios" e "Thor". Não vou dizer que ele trabalhou em "Mamma Mia" :P
Entre tantos, um detalhe curioso: Stellan trabalhou no prequel de "O Exorcista" (chamado de "O Exorcista - O Início") no papel do jovem Padre Merrin, que havia sido interpretado no original por Max Von Sydow. Stellan tinha 54 anos quando interpretou o "jovem" exorcista. Sydow tinha 44, quando o fez velho. E o prequel remete a história 10 anos ANTES no tempo. Faça as contas e veja com que velocidade as pessoas envelhecem hoje em dia...
O geminiano hoje completa 60 anos.
Todos os detalhes: http://www.imdb.com/name/nm0001745
Uma amostra do sistema solar dessa estrela menor: http://www.youtube.com/watch?v=9o-D7YmZ0rk&
sábado, 11 de junho de 2011
sexta-feira, 10 de junho de 2011
quarta-feira, 8 de junho de 2011
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Terra, Fogo, Água e Ar
As maiores críticas que faço aos críticos são pessoais, e não cinematográficas - na maioria das vezes. Como é do meu feitio, desprezo quem critica, desgosta ou depõe contra sem que se coloque na mesa uma contraproposta, uma moeda de troca - não sendo assim, diria que daí o melhor é o silêncio. Como bom curitibano, quando saio de perto de uma obra que não admiro, não saio vaiando - saio calado. Por muito tempo fiquei num silêncio sobre o assunto, já que estava sem uma solução para o "como criticar". E agora me vejo aqui, pronto para expor à minha luz a obra alheia. Como sem estresse a ostra não produz pérola, desenvolvi um formato, um gabarito, para que se faça devidamente uma "estrutura crítica". Chamarei-a de "Crítica sob os olhares da Terra, do Fogo, da Água e do Ar. Sob cada aspecto, uma abordagem específica. Além da pretensa poesia, dá pra ver de cara que fica até mais fácil, definidas as regras, seguir o jogo:
• TERRA será tudo o que diz respeito à PRODUÇÃO em si - sim, microfones em cena são erros e aquele plano-sequência de Festim Diabólico foi duca. Se a Good Machine afirma que "estética é orçamento", sigo sob a luz desse prisma as resoluções. Salve John Carpenter e Peter Jackson!
• FOGO é o filme em seu tempo. Então poderemos afirmar que "Os Pássaros" tem efeitos especiais muito melhores que "O Motoqueiro Fantasma", e que sons de explosões no vácuo são bem-vindas em ficções científicas PRÉ-anos 80. Cinema mudo ainda tem seu espaço - mas com outras linguagens; e "Casablanca" nunca mais será filmado daquele jeito - em que tudo que pese.
• ÁGUA é a razão do filme existir: sua história, sua ideia, sua premissa, seu roteiro, sua razão de ser - e daí um equipamentos e equipe técnica em cena e sons no vácuo não importa. A diegése é entendida e respeitada - desde que se respeite. Rosebud é um pecado venal, mas podemos conceder um perdão gigante como a presença banhuda de Brando em Apocalypse Now - ela acresenta valor à obra. As metáforas estão na ÀGUA - renovando as velhas 12 histórias de sempre.
• Finalmente, AR, o elemento mais frágil, mais fugaz, mais pessoal. Onde me permito afirmar: Jackie Chan é bompracaraio e Woody Allen merece meu respeito - mas não meu apraz.
São regras autoimpostas, mas deixarei à vontade quem quiser desenvolver e me apresentar outros gabaritos.
Framoticon do dia
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